sábado, 21 de novembro de 2015

Sobre ser magra e padrões de beleza



Oi povo! Todo mundo bem por ai?

Eu ultimamente tenho pensado muito sobre o fato de eu ser gordinha. Tem muita gente que vai me criticar por eu usar a palavra gordinha, mas enfim, me sinto confortável com ela. Gorda se tornou uma palavra ofensiva, um xingamento, apesar de eu achar que não tem nada a ver. Gordura é uma coisa natural e todos nós temos. Como cabelo por exemplo. Você não xinga uma pessoa de "cabeluda" quando ela deixa o cabelo crescer. Mas enfim, esse pode ser assunto para outro post.

O que tem martelado muito na minha cabeça é porque me incomoda tanto que eu esteja acima do peso. E sim, me incomoda. Eu demorei muito para descobrir que na verdade não são pelas razões obvias - porque não me pareço com uma modelo da Victoria's Secret, ou porque eu não visto 34 (to longe na verdade). O que me incomoda é não conseguir correr com meu marido no parque sem ficar morrendo, não conseguir subir um lance de escada sem ficar ofegante, ficar com as pernas doendo por subir as escadas do metrô e por ai vai. 

Muitas pessoas acham que se incomodar com o peso a mais tem sempre que estar associado com o padrão de beleza que PRECISAMOS atingir. E ultimamente eu tenho me perguntado muito: Porque? Porque temos que atingir esse padrão de beleza esquálido e magérrimo a custos enormes, com sofrimento e muitas vezes perdendo a nossa alegria no caminho só para ficar parecendo a pessoa na capa da revista? Não é o que eu acho bonito. Não acho que se encaixe em mim.  Então porque?



Durante muito anos eu não aceitei quando as pessoas me diziam que eu era bonita, porque na minha cabeça, eu era gorda e feia. Então elas só poderiam estar zoando da minha cara. Mas graças ao universo os anos passaram e eu aprendi a olhar no espelho e ver uma mulher bonita, independente de estar pesando 60 kg ou 85kg. Descobri também que apesar de ser extremamente difícil se livrar da pressão do mundo para emagrecer e virar uma Angelina Jolie, você vai ser muito mais feliz se conseguir.

Você não precisa sempre emagrecer pela beleza. E estar bonita não necessariamente é estar magra. Você pode ser uma mulher gorda linda, feliz e saudável, assim como pode ser uma magrinha com a saúde destruída e totalmente fora dos padrões de beleza também. Peso não tem nada a ver com nenhum dos dois.  Eu aprendi com muito custo a amar minhas coxas grossas, a gostar do bumbum enorme que eu tenho e até apreciar um pouco minha barriguinha de chopp.

Eu ainda quero emagrecer, e tenho me exercitado bastante para isso. Mas não para ficar bonita: Isso eu já sou. Quero chegar num ponto em que consigo correr no parque, que as escadas não vão ser mais difíceis e que eu sinta meu corpo saudável. Mas não vou mais fazer dietas malucas que mostram na tv para ficar com o corpo de capa de revista. Vou correr e malhar, mas vou continuar comendo batatinha frita e tomando cerveja de vez em quando. Afinal, eu adoro fazer isso.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Semelhanças Culturais

Oi povo bonito! Todo mundo bem por ai? 

Hoje o post vai ser diferente do conteúdo normal do blog. Eu vou até escrever um pouco mais do que o normal, porque queria dividir com vocês um pouco do que eu tenho vivido ultimamente.

Desde que eu me mudei para São Paulo com meu marido, tenho conhecido muitas pessoas de vários lugares do mundo: India, Estados Unidos, Japão... Acho que estou conhecendo mais culturas aqui nestes últimos meses que conheci minha vida inteira na minha cidade natal. E por cultura eu me refiro a gente legal que divide com a gente um pouco da vida deles e do seu pais natal.



Temos dois casais de amigos indianos e antes de conhece-los eu sempre achei a cultura indiana muito distante e muito diferente. Claro, coisas como religião, tradições e língua são bem difíceis de assimilar rapidamente. Mas uma das coisas que me deixou mais feliz foi contar várias coisas comuns aqui do Brasil (coisas como trabalho, festas de casamento, trânsito e até feirinhas de rua) e ouvir a resposta: Na Índia também é assim. Até algumas palavras são faladas de forma parecida!

Essa experiência de conhecer e fazer amizade com essas pessoas foi muito iluminadora. Me mostrou muito do meu pré- conceito sobre algumas culturas (não confundir com preconceito, ok? Pré-conceito é quando você tem um conceito formado sobre algo antes de conhecer mas não tem um juízo de valor, ou seja, não acha ruim, nem bom. Preconceito é quando você age discriminatóriamente com algo ou alguém por causa desse conceito formado e não permite que esse conceito errado mude. Quer saber mais, leia esse artigo aqui).



Por exemplo a Índia, pelo pouco que nós vemos em filmes, novelas propagandas e etc., parece um país muito distante da nossa cultura, aonde todas as pessoas são muito mais certinhas e conservadoras e que seguem a risca os costumes antigos até hoje. Também parece um pais absurdamente machista e restritivo para as mulheres. Eu tinha essa visão, não vou mentir. Hoje eu percebo tanta coisa diferente!

Os meus amigos - todos casados - são super abertos a conversação, tem tradições lindas assim como nós (mas não seguem a risca todas, assim como nós),  as mulheres são cultas, estudadas e tinham ótimos trabalhos na Índia e pretendem voltar para estes trabalhos assim que voltarem para lá, os rapazes ajudam com coisas de casa, assim como no Brasil e todos eles tem muita história para contar sobre o lugar de onde vieram (eu descobri que na Índia se falam cerca de 37 línguas diferentes. 37 gente!! Fiquei besta).

Eu, que já não me considerava uma pessoa preconceituosa (eu realmente acredito que todo mundo merece respeito, e todo mundo tem algo para ensinar a nós se estivermos abertos a aprender) estou ainda mais aberta a aprender e participar de novas culturas e costumes.



Algumas pessoas sabem que eu tenho uma vontade doida de morar em todos os lugares do mundo. E conhecer essas pessoas todas de tantos lugares diferentes (e em especial estes 4 amigos) e saber um pouco mais da cultura desses lugares me fez ter ainda mais vontade de me aventurar pelo mundo afora e morar em outros lugares.

Talvez isso não seja exatamente uma coisa boa, ou talvez seja, sei lá. Eu sei que tenho muito a agradecer aos meus novos amigos - e não apenas pela companhia e passeios pela cidade, pela receptividade maravilhosa na sua casa, pelos almoços deliciosos (não provei nada até agora que seja ruim na culinária deles. Sério.) e  jogos de carta com um delicioso Chai indiano. Mas por me mostrar mais uma vez que ter a cabeça aberta e a curiosidade para conhecer o novo é a melhor das virtudes.

Afinal, "uma mente que se expande nunca voltará ao seu tamanho original".

Um beijo para vocês, e desculpa pelo texto enorme. Mas eu empolguei. :P

Primeira postagem desse blog



Oi Gente, tudo bem por ai?

Resolvi montar outro blog. Porque, né? um blog de beleza posando 2 vezes na semana e um canal com três vídeos por semana tava pouco. Tava trabalhando pouco pra gerar conteúdo, e me ver todos os dias não é o suficiente para a internet. hahaha

Mas tem algumas coisas que eu quero muito falar que as vezes não tem lugar no outro blog, nem no canal. Coisas que eu quero escrever sobre que eu sei que não vão combinar com os outros conteúdos. Especialmente as minhas reflexções e divagações (que ultimamente eu tenho tido muitas) minhas paranóias e aqueles pensamentos meio absurdos que as vezes eu gosto de compartilhar.

Ai, para me sentir acompanhada eu resolvi compartilhar com vocês :D

Eu espero que vocês gostem desse espaço, que não vai falar de beleza, nem ensinar penteados, mas vai sempre ter um pouquinho dos meus pensamentos :)

Beijo procês, e obrigada pela compania.